Capítulo 4 Pensamento computacional


4.1 R


4.1.1 O que é R?

  • R é um programa de computador de código aberto com linguagem computacional direcionada para análise estatística.36,37

  • R version 4.5.3 (2026-03-11) está disponível gratuitamente em Comprehensive R Archive Network (CRAN).38


4.1.2 Por que usar R?

  • R é o software de maior abrangência de métodos estatísticos, possui sintaxe que permite análises estatísticas reproduzíveis e está disponível gratuitamente no Comprehensive R Archive Network (CRAN).31,38


4.1.3 O que é R Markdown?

  • R Markdown39 é uma ferramenta que permite a integração de texto, código e saída em um único documento.REF?

  • O R Markdown é uma extensão do Markdown, que é uma linguagem de marcação simples e fácil de aprender, que é usada para formatar texto.REF?

  • O R Markdown permite a inclusão de blocos de código R, Python, SQL, C++, entre outros, e a saída desses blocos de código é incorporada ao documento final.REF?

  • O R Markdown é uma ferramenta poderosa para a criação de relatórios dinâmicos, que podem ser facilmente atualizados com novos dados ou análises.REF?

  • O R Markdown é amplamente utilizado na comunidade científica para a criação de relatórios de pesquisa, artigos científicos, apresentações, livros, entre outros.REF?

  • O trabalho com RMarkdown39 permite um fluxo de dados totalmente transparente, desde o conjunto de dados coletados até o manuscrito finalizado. Todos os aspectos do fluxo de dados podem ser incorporados em blocos de R script (chunk), exibindo tanto o R script quando o respectivo texto, tabelas e figuras formatadas no estilo científico de interesse.40

  • O RMarkdown39 foi projetado especificamente para relatórios dinâmicos onde a análise é realizada em R e oferece uma flexibilidade incrível por meio de uma linguagem de marcação.31


4.1.4 Que programas de computador podem ser usados para análise estatística com R?



4.2 RStudio


4.2.1 O que é RStudio?

  • RStudio é um ambiente de desenvolvimento integrado (integrated development environment, IDE) desenvolvido visando a reprodutibilidade e a simplicidade para a criação e disseminação de conhecimento.37,45

  • O ambiente do RStudio é dividido em paineis:

    • Source/Script editor: para edição de R scripts.37

    • Console: para execução de códigos simples.37

    • Environments: para visualização de objetos criados durante a sessão de trabalho.37

    • Output: para visualização de gráficos criados durante a sessão de trabalho.37


Interface do RStudio. Fonte: https://docs.posit.co/ide/user/

Figura 4.1: Interface do RStudio. Fonte: https://docs.posit.co/ide/user/


  • As principais características do RStudio incluem um ambiente de edição com abas para acesso rápido a arquivos, comandos e resultados; histórico de comandos previamente utilizados; ferramentas para visualização de bancos de dados e elaboração de scripts e gráficos e tabelas.37,45

  • RStudio está disponível gratuitamente em Posit.



4.3 Scripts


4.3.1 O que são R scripts?

  • “Scripts são dados”.32

  • Scripts permitem ao usuário se concentrar nas tarefas mais importantes da computação e utilizar pacotes ou bibliotecas para executar as funções mais básicas com maior eficiência.32

  • Um script é um arquivo de texto contendo (quase) os mesmos comandos que você digitaria na linha de comando do R. O “quase” refere-se ao fato de que se você estiver usando sink() para enviar a saída para um arquivo, você terá que incluir alguns comandos em print() para obter a mesma saída da linha de comando.REF?


Code
# Exemplo de R script

# Este é um comentário

# Esta é uma variável
variavel <- 3.14 # Atribui o valor 3.14 à variável

# Esta é uma função
f <- function(x) {
  return(x^2) # Retorna o quadrado do valor de x
}

# Esta é uma chamada de função
resultado <- f(variavel) # Chama a função f com a variável como argumento

# Exibe o resultado da função
print(resultado) # Exibe o resultado na saída padrão

# Este é um vetor
vetor <- c(1, 2, 3, 4, 5) # Cria um vetor com os valores de 1 a 5
# Exibe o vetor
print(vetor) # Exibe o vetor na saída padrão

# Esta é uma matrix
matriz <- matrix(1:9, nrow=3, ncol=3) # Cria uma matriz 3x3 com os valores de 1 a 9
# Exibe a matriz
print(matriz) # Exibe a matriz na saída padrão

# Esta é uma lista
lista <- list(nome="João", idade=30, altura=1.75) # Cria uma lista com nome, idade e altura
# Exibe a lista
print(lista) # Exibe a lista na saída padrão

# Este é um dataframe
dataframe <- data.frame(nome=c("João", "Maria", "José"), idade=c(30, 25, 40), altura=c(1.75, 1.60, 1.80)) # Cria um dataframe com nome, idade e altura
# Exibe o dataframe
print(dataframe) # Exibe o dataframe na saída padrão

# Este é um loop for
for (i in 1:5) {
  print(i) # Exibe os valores de 1 a 5 na saída padrão
}

# Este é um loop while
j <- 1
while (j <= 5) {
  print(j) # Exibe os valores de 1 a 5 na saída padrão
  j <- j + 1 # Incrementa o valor de j em 1
}

# Este é um condicional if-else
k <- 3
if (k > 0) {
  print("k é positivo") # Exibe "k é positivo" se k for maior que 0
} else if (k < 0) {
  print("k é negativo") # Exibe "k é negativo" se k for menor que 0
} else {
  print("k é zero") # Exibe "k é zero" se k for igual a 0
}

# Fim do exemplo de R script


4.3.2 Quais são as melhores práticas na redação de scripts?

  • Use nomes consistentes para as variáveis.47

  • Defina os tipos de variáveis adequadamente no banco de dados.47

  • Defina constantes — isto é, variáveis de valor fixo — ao invés de digitar valores.47

  • Use e cite os pacotes disponíveis para suas análises.47

  • Controle as versões do script.47,48

  • Teste o script antes de sua utilização.47

  • Conduza revisão por pares do código durante a redação (digitação em dupla).47





4.4 Pacotes


4.4.1 O que são pacotes?

  • Pacotes são conjuntos de scripts programados pela comunidade e compartilhados para uso público.37

  • Os pacotes ficam armazenados no Comprehensive R Archive Network (CRAN) e podem ser instalados diretamente no RStudio.37,38

  • Na mais recente atualização deste livro, o [Comprehensive R Archive Network (CRAN) possui 398225 pacotes disponíveis.37,38

  • Os pacotes disponíveis podem ser encontrados em R PACKAGES DOCUMENTATION.52








4.5 Aplicativos Shiny


4.5.1 O que são Shiny Apps?

  • Shiny Apps são aplicativos web interativos desenvolvidos com a linguagem R, que permitem a criação de interfaces gráficas para análise, visualização e exploração de dados diretamente em um navegador de internet.55

  • Em um Shiny App, os usuários podem interagir com os dados por meio de menus, botões, seletores e gráficos interativos, possibilitando modificar parâmetros de análise e visualizar resultados em tempo real.55

  • O funcionamento de um aplicativo Shiny baseia-se no conceito de reatividade, no qual alterações nas entradas do usuário atualizam automaticamente os resultados exibidos na interface do aplicativo.55

  • Os aplicativos podem ser utilizados para exploração de dados, construção de dashboards, visualização científica e desenvolvimento de ferramentas analíticas interativas.55

  • Um aplicativo Shiny pode ser executado localmente no RStudio, hospedado em servidores Shiny ou disponibilizado na internet por serviços de hospedagem especializados, permitindo acesso a usuários sem conhecimento de programação.55


4.5.2 Quais são as boas práticas para desenvolver aplicativos Shiny reproduzíveis?

  • O desenvolvimento de aplicativos Shiny deve seguir princípios de reprodutibilidade científica, garantindo que os dados, o código e o ambiente computacional possam ser compreendidos e reutilizados por outros pesquisadores.55

  • O primeiro passo é utilizar recursos de treinamento e documentação, como tutoriais, exemplos e guias especializados, que ajudam a compreender conceitos fundamentais do ambiente Shiny, especialmente o mecanismo de reatividade.55

  • Recomenda-se configurar corretamente o ambiente computacional, mantendo o R e os pacotes atualizados e utilizando ferramentas para registrar as dependências do projeto e garantir a portabilidade do aplicativo.55

  • O uso de controle de versão facilita o acompanhamento das mudanças no código e permite que outros pesquisadores reproduzam o ambiente computacional do projeto.55

  • O desenvolvimento do aplicativo deve ocorrer de forma incremental, com documentação contínua do código e testes frequentes para facilitar a identificação de erros durante o processo de construção do aplicativo.55

  • É recomendável estruturar o aplicativo de forma modular, separando os componentes da interface do usuário (UI), da lógica do servidor (server) e das funções auxiliares em arquivos distintos.55

  • Para melhorar o desempenho do aplicativo, os dados podem ser pré-processados e armazenados em cache, evitando que etapas de processamento sejam executadas repetidamente a cada execução do aplicativo.55

  • Sempre que possível, os dados utilizados no aplicativo devem ser disponibilizados diretamente aos usuários, preferencialmente por meio de repositórios de dados com identificadores persistentes (DOI).55

  • O código e os dados devem incluir licenças apropriadas, como licenças de código aberto para o software e licenças Creative Commons para os dados, garantindo transparência e reutilização responsável.55

  • Recomenda-se tornar o código e os dados citáveis, incluindo instruções de citação no arquivo README ou por meio de arquivos específicos de citação em repositórios científicos.55

  • Os aplicativos podem ser disponibilizados publicamente em serviços de hospedagem ou repositórios científicos, permitindo que usuários executem o aplicativo online ou localmente, ampliando o acesso às análises e visualizações de dados.55


4.6 Manuscritos reproduzíveis


4.6.1 O que são manuscritos reproduzíveis?

  • Manuscritos reproduzíveis — manuscritos executáveis ou relatórios dinâmicos — permitem a produção de um manuscrito completo a partir da integração do banco de dados da(s) amostra(s), do(s) script(s) de análise estatística (incluindo comentários para sua interpretação), dos pacotes ou bibliotecas utilizados, das fontes e referências bibliográficas citadas, além dos demais elementos textuais (tabelas, gráficos) - todos gerados dinamicamente.32


4.6.2 Por que usar manuscritos reproduzíveis?

  • No processo tradicional de redação científica há muitas etapas de copiar e colar não reproduzíveis envolvidas. Documentos dinâmicos combinam uma ferramenta de processamento de texto com o R script que produz o texto/tabela/figura a ser incorporado no manuscrito.31

  • Ao trabalhar com relatórios dinâmicos, é possível extrair o mesmo script usado para análise estatística. Os documentos podem ser compilados em vários formatos de saída e salvos como DOCX, PPTX e PDF.31

  • Muitos erros de análise poderiam ser evitados com a adoção de melhores práticas de programação em manuscritos reproduzíveis.56





4.6.3 Como manuscritos reprodutíveis contribuem para a ciência?

  • O compartilhamento de bancos de dados e seus scripts de análise estatística permitem a adoção de práticas reprodutíveis, tais como a reanálise dos dados.59





4.7 Compartilhamento


4.7.1 Por que compartilhar scripts?

  • Compartilhar o script — principalmente junto aos dados — pode facilitar a replicação direta do estudo, a detecção de eventuais erros de análise, a detecção de pesquisas fraudulentas.61


4.7.2 O que pode ser compartilhado?

  • Idealmente, todos os scripts, pacotes/bibliotecas e dados necessários para outros reproduzirem seus dados.48

  • Minimamente, partes importantes incluindo implementações de novos algoritmos e dados que permitam reproduzir um resultado importante.48


4.7.3 Como preparar dados para compartilhamento?


4.7.4 Como preparar scripts para compartilhamento?

  • Providencie a documentação sobre seu script (ex.: arquivo README).48

  • Inclua a versão dos pacotes usados no seu script por meio de um script inicial para instalação de pacotes (ex.: ‘instalar.R’).56

  • Documente em um arquivo README os arquivos disponíveis e os pré-requisitos necessários para executar o código (ex.: pacotes e respectivas versões). Uma lista de configurações (hardware e software) que foram usadas para rodar o código pode ajudar na reprodução dos resultados.30

  • Use endereços de arquivos relativos.56

  • Crie links persistentes para versões do seu script.48

  • Defina uma semente para o gerador de números aleatórios em scripts com métodos computacionais que dependem da geração de números pseudoaleatórios.30



  • Escolha uma licença apropriada para garantir os direitos de criação e como outros poderão usar seus scripts.48

  • Teste o script em uma nova sessão antes de compartilhar.56

  • Cite todos os pacotes relacionados à sua análise.63




  • Inclua a informação da sessão em que os scripts foram rodados.56



4.7.5 O que incluir no arquivo README?

  • Título do trabalho.30

  • Autores do trabalho.30

  • Principais responsáveis pela escrita do script e quaisquer outras pessoas que fizeram contribuições substanciais para o desenvolvimento do script.30

  • Endereço de e-mail do autor ou contribuidor a quem devem ser direcionadas dúvidas, comentários, sugestões e bugs sobre o script.30

  • Lista de configurações nas quais o script foi testado, tais com nome e versão do programa, pacotes e plataforma.30



Citar como:
Ferreira, Arthur de Sá. Ciência com R: Perguntas e respostas para pesquisadores e analistas de dados. Rio de Janeiro: 1a edição,


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